O primeiro pensamento a passar pela cabeça de todo gestor, que seja responsável por um projeto presente em todo o país, é comprar um veículo para facilitar o deslocamento de colaboradores entre as sedes da empresa ou entre os locais em que o trabalho precisa ser realizado.

No entanto, depois que o gestor compra os veículos, pode ser surpreender com um verdadeiro banho frio dado pela realidade — “carro é uma segunda família”, como diz a expressão popular. Isso significa que manter um automóvel geralmente custa muito mais caro do que as pessoas imaginam.

Para ajudar você a evitar surpresas desagradáveis, no post de hoje vamos falar sobre um assunto muito importante, mas também muito negligenciado no dia a dia: a depreciação de veículos. Quer saber o que isso significa e como ela impacta nos custos da sua empresa? Confira a seguir!

O que é a depreciação de veículos?

Assim como outros bens de consumo, como máquinas e aparelhos eletrônicos, os carros começam a desvalorizar assim que saem da loja. Isso quer dizer que o preço pago no ato da compra vai cair muito no futuro, ou seja, o proprietário receberá um valor muito mais baixo do que havia pago inicialmente ao adquiri-lo ao tentar vender o bem.

Podemos dizer que a depreciação de veículos é o resultado da expectativa de vida útil do carro definida pelo mercado, o que só vem a cair com o tempo graças a fatores como desgastes naturais e a perda de valor devido ao lançamento de modelos mais modernos.

Dessa forma, essa desvalorização pode influenciar bastante nos custos da sua empresa, já que você terá um bem com um valor de venda muito inferior ao que havia gasto antes, além de enfrentar diversos outros problemas.

Por isso que é tão importante calcular o verdadeiro valor de um carro antes de fechar a compra, além de entender como a depreciação pode impactar o seu negócio — o que pode fazer com que você perceba que ter uma frota própria nem sempre é a melhor opção. Essas e outras questões você confere logo abaixo!

Como calcular a depreciação de um veículo?

Chegou a hora de saber como é feito o cálculo de depreciação de veículos. O primeiro passo é escolher o período de análise da desvalorização. Nesse caso, o ideal é usar o prazo de 5 anos — tenha em mente que após esse período de tempo o automóvel já é considerado velho, certo?

Assim, você deve dividir o preço do carro por 5 e, em seguida, dividir por 12 para encontrar a depreciação mensal. Imagine que um veículo novo custe R$ 70 mil: em 5 anos, sua desvalorização anual será de R$ 14 mil (R$ 70 mil / 5) e sua depreciação mensal será de R$ 1.166 (R$ 14 mil / 12). Fácil, não é mesmo?

Como você percebeu, o valor final foi bastante alto e representa o quanto o veículo está sendo desvalorizado todo mês. Alguém terá que pagar essa conta — e se não for um cliente, será você.

No entanto, é preciso ficar atento: a desvalorização pode ser influenciada por diversos fatores. Abaixo você confere os principais:

  • tempo de fabricação: apesar de ser uma informação bem conhecida, não custa lembrar que quanto mais antigo for um automóvel, menor será o seu valor. No entanto, isso varia dependendo dos equipamentos que o carro tem e seu estado de conservação;
  • quilômetros rodados: de modo geral, um veículo que percorreu mais de 60 mil km precisa de cuidado, pois suas peças já não serão as mesmas. Por isso, podemos dizer que quanto maior for a quilometragem, maior será a desvalorização, já que isso implica em maiores gastos com manutenção;
  • estado de conservação: dá para imaginar que um carro cheio de amassados e riscos, ou que passou por acidentes ou alagamentos, não terá um valor de revenda muito alto;
  • alterações no carro: enquanto veículos com poucos recursos são mais difíceis de vender, aqueles com inovações como travas elétricas, direção hidráulica e ar-condicionado têm um valor mais alto. Por outro lado, carros tunados e com cores chamativas sofrem mais com a depreciação.

Como a depreciação de veículos influencia nos custos de sua empresa?

A seguir, você vai conferir os pontos negativos que a depreciação de veículos pode trazer para sua empresa. Acompanhe!

Redução no valor da revenda

Ao contrário dos vinhos, os automóveis costumam perder o seu valor comercial com o passar do tempo. É o que falamos logo acima: só de comprar um carro novo e sair com ele da concessionária já faz com que o seu valor de revenda caia em cerca de 20%.

Assim, a não ser que estejamos falando de relíquias ou raridades, comprar um carro não é exatamente um bom investimento, principalmente quando pensamos em um negócio.

Além dessa depreciação inicial de 20%, carros usados (de dois a cinco anos) e velhos (com mais de cinco anos) sofrem uma desvalorização ainda maior e o proprietário pode encontrar dificuldades em tentar vendê-los ou trocá-los por modelos mais recentes.

Modelos ultrapassados

Não podemos ignorar que a tecnologia avança e os modelos de carros mais recentes acabam sendo mais modernos. Isso significa que, por conta das ferramentas e possibilidades que oferecem, geralmente propiciam maior economia no consumo de combustível e também no desgaste de peças.

O que acontece, na maioria das vezes, quando a empresa adquire uma frota de veículos é que se torna muito caro investir em uma troca todos os anos, fazendo com que os carros corporativos estejam desatualizados em comparação com os ofertados pela concorrência, que pode estar investindo em outras alternativas para ter uma frota — como explicaremos melhor mais à frente.

Não existem muitas opções para evitar que isso ocorra: a empresa tem que fazer a renovação anualmente, o que pode representar um passivo bastante grande. Ainda temos que somar a isso aquela marca na lataria, a pecinha do puxador do porta-luvas que quebrou, o sensor de ré que soltou etc.

Consumo elevado de combustível

São diversos os motivos para que um automóvel tenha um consumo anormal de combustível, e muitos deles estão relacionados à depreciação veicular.

O carro consome mais combustível, por exemplo, quando está com as rodas desalinhadas ou desbalanceadas, bem como quando os pneus não estão corretamente calibrados. O mesmo acontece quando a borracha de vedação da tampa do tanque está desgastada ou quando o filtro de ar está velho.

Por fim, não poderíamos deixar de falar que o modo como o motorista conduz o veículo também tem um impacto muito grande no consumo de combustível. Com isso, é mais do que vantajoso promover treinamentos e palestras sobre o tema com os funcionários que costumam dirigir os veículos corporativos.

Planejar rotas, conhecer os conceitos básicos de mecânica e dominar informações sobre a troca de marcha em baixas rotações, sem forçar o motor desnecessariamente, ajudam bastante a reduzir custos com álcool, gasolina ou GNV dentro da empresa.

Manutenção

A depreciação natural do veículo, que acontece com o passar do tempo, também faz com que o número de visitas à oficina aumente.

Além disso, não podemos nos esquecer de que os veículos geram custos de manutenção, mesmo quando a frota está ociosa. Imagine, por exemplo, que a sua empresa tenha que ficar de portas fechadas durante 15 dias, seja para cumprir uma sanção do Poder Público, férias coletivas dos funcionários ou por falta de demanda do serviço.

Nesses casos, mesmo que os carros corporativos não estejam em movimento, eles continuam gerando custos, já que um dos funcionários da empresa terá que ao menos ligar e dar uma volta com os veículos cerca de uma vez por semana para recarregar a bateria e calibrar os pneus.

Uma estratégia, comumente adotada por quem tem a frota própria, para driblar os custos com manutenção, é trocar os carros da empresa uma vez por ano, já que dificilmente o carro vai dar um defeito grave ao longo do primeiro ano de utilização. No entanto, essa tática também tem o seu preço e nós já sabemos que não é nada barato!

Quais alternativas adotar para evitar a depreciação de veículos?

O que fazer se a sua empresa possui gastos elevados com passagens de ônibus, avião, traslados, táxis e serviços particulares de transporte, mas a aquisição de veículos próprios seria um gasto ainda maior?

Nesses casos, o ideal é procurar um meio termo entre essas duas possíveis soluções, como investir no aluguel de carros, para que você e seus funcionários possam se deslocar apenas quando necessário e arcando com gastos que cabem dentro do bolso.

Com a locação, você pode contar sempre com carros novos e os modelos mais modernos, sem precisar se preocupar com a manutenção, que é realizada pela locadora. Além disso, pode optar pela opção mais vantajosa e adequada para as necessidades do seu empreendimento, como:

  • aluguel diário;
  • aluguel mensal;
  • terceirização da frota.

Certamente, essas são possibilidades muito mais benéficas para o seu bolso e para a mobilidade da sua equipe!

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