Você já imaginou viver em um mundo em que tudo está disponível na forma de um serviço? Talvez esse futuro não esteja tão longe assim. O “everything as a service” passou de uma gíria utilizada no ramo da computação na nuvem para um conceito central na economia moderna.

Imagine, por exemplo, que você pudesse ter um carro na sua garagem à sua disposição o tempo todo, mas não precisasse esquentar a cabeça com manutenção, revisões, pagamento de impostos, vistorias e tantos outros compromissos.

Esse tipo de serviço não só já existe, como representa uma alternativa muito mais barata do que ser proprietário de um automóvel e é justamente por isso que muitos apostam que esse modelo será uma das pontes que nos levará ao futuro!

No artigo de hoje vamos estender o debate a respeito do tema e tentar entender como o fenômeno afeta os negócios. Confira na sequência!

O que é “everything as a service”?

A expressão inglesa everything as a service significa, ao pé da letra, “tudo como serviço” e representa exatamente a ideia que estamos tentando passar.

O termo é também conhecido popularmente nos países de língua inglesa como XaaS. A letra “x”, nesse caso, representa uma variável, isto é: qualquer coisa como serviço.

A ideia central do XaaS é justamente estreitar a distância que existe entre os conceitos de produto e de serviço dentro da gestão empresarial.

Um grande exemplo disso são os espaços de coworking. Muitas empresas estão preferindo contratar um serviço na exata medida das suas necessidades do que comprar ou alugar um espaço.

O mesmo acontece, por exemplo, quando uma empresa decide alugar carros em vez de comprá-los. Além de cortar custos, a empresa pode desbloquear ativos importantes e investi-los em outras áreas da empresa.

De onde vem o XaaS?

O XaaS tem a sua origem no ramo da tecnologia da informação e diz muito sobre a transformação das necessidades e do relacionamento entre fornecedores e clientes com o passar do tempo.

No passado, a maior parte das empresas adquiriam seus próprios servidores e compravam softwares importantes para o bom desenvolvimento do negócio, como plataformas de e-commerce, sistemas de gestão e toda a pesada infraestrutura que os acompanha, como servidores e máquinas.

Com o passar do tempo (e principalmente com a chegada da tecnologia de computação na nuvem), o mercado acabou percebendo que essa relação de compra e venda de softwares seria muito mais eficiente na forma de prestação serviço.

Com o novo modelo de “software as a service” (SaaS), as empresas fornecedoras de produtos de TI se beneficiaram e as empresas que precisavam dos softwares também. A partir daí, surgiram também as plataformas como serviço (PaaS), a infraestrutura como serviço (IaaS) e praticamente tudo passou a estar disponível sob a forma de prestação de serviço.

A grande diferença é que, no serviço, o fornecedor fica responsável por toda a manutenção das aplicações, comprometendo-se com a entrega do resultado programado.

Quando a relação envolve um produto, por melhor que seja o pós-venda, o cliente se vê mais desamparado caso venha a ter algum problema.

Como entendemos o XaaS hoje?

O XaaS é um conceito que já não cabe mais dentro da área de TI e tem sido implementado em muitos outros setores das empresas e até mesmo na vida pessoal de muitas pessoas.

O grande desafio que a tecnologia e a economia têm em comum é a busca pela eficiência. Não podemos apenas criar mais servidores, temos melhorar a forma como armazenamos dados, para fazer sempre mais com menos gastos, consumo de energia etc.

A disponibilização de bens de consumo que tradicionalmente estão associados à ideia de um produto comprável e acumulável como serviços colabora para que a utilização e o acesso a esses bens seja bem mais eficiente.

O que podemos esperar do futuro?

Como você já deve ter notado, o XaaS chegou para ficar, mas o que podemos esperar, ou melhor, como vamos nos adaptar às mudanças trazidas pelo modelo? Como uma economia em que quase tudo é uma assinatura mensal tocaria nossa vida do ponto de vista prático?

Em primeiro lugar, viveríamos em um mundo com muito menos lixo e também evitaríamos de deixar um problema de grande magnitude para as gerações futuras. A verdade é que produzimos uma quantidade assustadora de produtos elétricos, eletrônicos, máquinas e gadgets.

Lamentavelmente, a maior parte desses produtos acaba sendo descartados após apenas alguns anos de utilização e muitos não são nem separados para a reciclagem.

Só para termos uma vaga noção do alcance dessa ideia, imagine uma empresa especializada em fornecer serviço de babá eletrônica. Milhões de pais em todo o Brasil acabam comprando um equipamento sofisticado e caro para utilizar durante pouquíssimo tempo e depois deixá-lo na gaveta. Parece uma solução perfeita, não?

Pois saiba que nem precisamos imaginar, essa empresa já existe! É isso mesmo, estamos falando do presente e não do passado!

A Nanit fica sediada nos Estados Unidos e fornece a instalação e manutenção de todo o equipamento de monitoramento. Além de transmitir imagens e som em tempo real para os pais, o equipamento também faz e transmite relatórios sobre sono do bebê.

Vale a pena aderir?

A nova sistemática implementada pelo modelo XaaS trouxe uma lista enorme de vantagens, especialmente para pequenas e médias empresas. Tanto é assim, que em muitos setores a aderência ao XaaS não será exatamente uma questão de escolha.

A primeira e talvez a maior de todas as vantagens em contratar um software como serviço ou alugar carros para empresa é o grande corte nos custos. Sabemos que um fator tão crucial como o passivo da empresa pode mudar todo o jogo.

Em segundo lugar, podemos dizer que quando a empresa não possui muitos bens, mas apenas fornecedores de serviços, ela se torna muito mais flexível. Isso é importante para dar respostas rápidas ao mercado, adaptando-se às circunstâncias.

Essa flexibilidade e jogo de cintura não diz respeito apenas a fatores externos. Sob o modelo XaaS, é possível implementar projetos que normalmente demorariam meses, em apenas algumas semanas.

Outra grande vantagem do everything as a service é o fato de que toda a manutenção dos bens utilizados na prestação do serviço fica por conta do fornecedor. Isso é útil em duas frentes: na primeira, porque a empresa pode focar no seu core business e, na segunda, porque o fornecedor é especialista em fazer a manutenção dos bens, portanto, o faz de forma mais eficiente e econômica.

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