De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 43 mil pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito todos os anos no Brasil. Essa é a dimensão de um problema muito sério e que afeta todo o país.

Veja, neste artigo, como atuar preventivamente por meio da gestão de acidentes:

Evitando que os acidentes ocorram

Gestão de velocidade

A verdade é que os acidentes podem acontecer quando trafegamos a qualquer velocidade. No entanto, cerca de um terço de todos eles acontecem porque pelo menos um dos veículos envolvidos estava trafegando em uma velocidade superior à permitida para a via.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que a velocidade máxima permitida em rodovias deva ser de 50 km/h. Por mais que esse número ainda esteja muito distante da realidade da maioria dos países, ao menos ele nos faz refletir sobre a questão.

Política de frotas

A política de frotas nada mais é do que um documento em que registramos todas as regras que disciplinam a utilização de veículos pelos funcionários da empresa. Isso é importante por diversos motivos, como padronizar as operações e reduzir custos.

A política de frotas deve apresentar, de forma clara, os deveres dos colaboradores enquanto motoristas, com o objetivo de prezar pelos valores da empresa e segurança de todos.

DDS

A sigla “DDS” representa a expressão “Diálogo Diário de Segurança”. Você já teve a impressão de que a segurança é um tópico importante demais para que falemos dela apenas uma vez por ano, durante um treinamento ou uma palestra? Então, certamente, você vai gostar do conceito de DDS.

A ideia é fazer com que a segurança esteja sempre entre as prioridades dos colaboradores. Para isso, o gestor reúne a equipe todos os dias para uma conversa sobre a segurança. É uma boa oportunidade para reafirmar valores da política de frotas, falar de cinto de segurança, sinalização e limite de velocidade.

Não precisa ser muito tempo, bastam 10 ou 15 minutos todos os dias, preferencialmente na parte da manhã ou quando o turno virar, sempre antes do início das jornadas de trabalho.

Lidando com as consequências de um acidente

Precisamos estar preparados para a eventualidade de ter que lidar com eles, não é mesmo? Por isso, vamos expor alguns pontos importantes que gestores de frota, motoristas e demais colaboradores devem estar atentos.

O primeiro passo a ser dado após a ocorrência de qualquer tipo de acidente é procurar manter a calma e se certificar de que todas as pessoas envolvidas estão bem física e psicologicamente. Em caso de quaisquer sinais de lesões ou traumas, a primeira providência a ser tomada deve ser ligar para o socorro.

Na sequência, é importante fazer uma avaliação (ainda que inicial e temporária) da situação. Como e a que horas aconteceu o acidente? Houve vítimas? Houve dano material? Quais são as placas dos veículos envolvidos? Há testemunhas?

Na sequência, é importante alertar as autoridades para registrar oficialmente os fatos por meio do Boletim de Ocorrência.

Responsabilidade do funcionário X Responsabilidade da empresa

Vamos pensar em uma situação hipotética: o motorista está a trabalho e se envolve em um acidente de trânsito e acaba avançando sobre o muro de uma casa. Nesse caso, quem está obrigado a arcar com o prejuízo, o condutor do automóvel ou a empresa?

Para que situações como essa sejam tratadas de forma transparente, é importante que a posição da empresa esteja na política de frotas.

Em geral, o funcionário da empresa é responsabilizado apenas naquelas situações em que age com dolo ou culpa. Em todos os outros casos a responsabilidade de pagar por um muro novo é da empresa para qual ele presta serviços.

Para entendermos melhor os conceitos de dolo e culpa basta voltarmos ao nosso exemplo inicial. Se o motorista colidiu o carro contra o muro da casa de propósito, para se vingar de um antigo desafeto, por exemplo, está agindo com dolo.

Já a culpa, se caracteriza quando o motorista age com negligência (deixou de realizar a manutenção preventiva do carro), imprudência (avançou um sinal vermelho) ou imperícia (confundiu a embreagem com o freio).

Agora, existem também aquelas situações em que o acidente é causado por um terceiro. Nesses casos, a responsabilidade por reparar os danos é daquela pessoa que os tenha causado.

Esse também é mais um motivo para entrarmos em contato com as autoridades: obter a identidade e o contato do causador do dano. Assim, é possível cobrá-lo, até mesmo judicialmente, se for o caso.

Seguro para os carros

Por fim, vale lembrar a importância de contar com um seguro automotivo, uma ferramenta muito importante dentro do contexto da gestão de acidentes.

Contando com o aluguel de carros na modalidade diária, sua empresa pode contratar esse serviço diretamente com a locadora e, no caso do aluguel mensal, as proteções já estão inclusas na locação, garantindo mais segurança ao condutor e à empresa. Além disso, a empresa conquista economia, por não precisar fazer a contratação com um terceiro, e agilidade, por contar com o suporte 24h da locadora. Em caso de acionamento do seguro, a empresa ainda terá direito à substituição do veículo, fazendo com o que não haja perda de produtividade para o profissional ou equipe que utilizam o carro. 

Agora que você já sabe tudo sobre a gestão de acidentes, que tal aprender um pouco mais sobre como os carros afetam a imagem de uma empresa? Leia o nosso post e tire suas dúvidas sobre o tema!

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