A Teoria das Restrições (TOC) é uma das metodologias mais utilizadas por gestores para aumentar a eficiência dos processos produtivos e administrativos. Baseada no preceito de que sempre há algo limitando o crescimento dos negócios, ela serve para balizar a gestão tanto de grandes corporações quanto de pequenas e médias empresas.

Isso ocorre porque a TOC (do inglês Theory Of Constraints) prevê a análise contínua da cadeia produtiva, observando-a como um sistema único, para poder encontrar os gargalos que impedem a melhora do desempenho corporativo. Tem como função o aumento da lucratividade, objetivo comum a empresas de todos os tamanhos.

Neste artigo, falaremos melhor sobre o que é a Teoria das Restrições e veremos como ela pode ser aplicada em seus negócios. Portanto, não deixe de ler!

O que é a Teoria das Restrições?

A Teoria das Restrições, ou TOC, é uma filosofia da administração da produção criada na década de 1980 pelo físico israelense Eliyahu Moshe Goldratt, que prega o pressuposto de que toda empresa sempre terá um ou mais gargalos produtivos impedindo o alcance de suas metas. Esses gargalos ou impedimentos são as chamadas restrições.

Ou seja, uma restrição é um recurso na cadeia produtiva que não consegue ultrapassar sua demanda, impedindo a definição de metas maiores para os resultados atuais da empresa. Dessa forma, Goldratt propõe, basicamente, que a capacidade produtiva de uma organização limita-se à capacidade de produção do seu recurso restritivo.

Portanto, a implantação da TOC em uma empresa permite que os gestores foquem naquilo que realmente está impedindo-a de se desenvolver. Porém, quando os gargalos atuais são resolvidos, outros são simultaneamente criados — havendo, sempre, pelo menos uma restrição a ser sanada em determinado momento. Por isso, o acompanhamento deve ser constante.

Assim, para saber se os recursos da empresa estão sendo direcionados para um mesmo objetivo, é preciso definir os indicadores de desempenho certos e acompanhá-los. Trataremos disso no tópico a seguir.

Quais são os principais indicadores de desempenho na TOC?

A TOC tem a capacidade de revolucionar a gestão de uma empresa, fazendo com que todos os recursos materiais, financeiros e humanos sejam voltados a um mesmo objetivo: o de gerar mais lucro. Isso ocorre ao direcionar o esforço corporativo para sanar os gargalos que se apresentam no ciclo presente.

Entretanto, para fazer o acompanhamento dos processos produtivos é preciso coletar os dados certos, representativos do desempenho da empresa dentro da TOC. São três os principais indicadores a serem observados. Confira as definições de cada um abaixo.

Ganho da empresa

O ganho da empresa é sua rentabilidade, ou seja, o valor arrecadado após a venda de seus produtos ou serviços, subtraindo o custo das matérias-primas. Esse custo é variável, pois muda conforme quantidade e preços no mercado. Ficam de fora, porém, as despesas com a mão de obra e outros gastos fixos.

Inventário ou estoque

O inventário é todo o capital imobilizado pela empresa que poderia ser transformado em dinheiro. Estão incluídos o estoque de matérias-primas ou de mercadorias não vendidas, os produtos inacabados ainda em produção e o patrimônio como bens imóveis, frota corporativa, máquinas e equipamentos.

Despesas operacionais

As despesas operacionais são todas aquelas usadas para a transformação do estoque em ganho da empresa (processamento e manutenção das matérias-primas, custo com trabalho mecanizado e mão de obra, por exemplo).

Agora que já sabemos os indicadores que devem ser acompanhados, vamos ver, no próximo tópico, como aplicar a Teoria das Restrições e qual o impacto dela nesses itens.

Como aplicar a Teoria das Restrições em uma empresa?

Goldratt teorizou um passo a passo para a implantação da Teoria das Restrições nas organizações. Nessas cinco etapas, estão incluídos a identificação e o gerenciamento das restrições partindo de um olhar sistêmico dos processos.

Vejamos, abaixo, quais são esses passos:

  • identificar as restrições do sistema;
  • explorar as restrições para tirar o máximo de proveito delas;
  • subordinar todos os recursos para o aproveitamento das restrições;
  • elevar a capacidade das restrições (sanando-as);
  • recomeçar o processo desde o início no novo cenário criado.

Esses cinco passos têm o objetivo de incidir sobre os três indicadores de desempenho que vimos acima. Isso significa aumentar o ganho da empresa e reduzir os custos operacionais e o valor de inventário, de tal maneira que a lucratividade seja majorada.

Nesse cálculo, a redução do inventário nem sempre é bem compreendida, já que na contabilidade financeira ele entra como um ativo da empresa.

Na TOC, porém, é dinheiro que poderia ser empregado na melhora da eficiência, ou como fluxo de caixa, parado em forma de matérias-primas, mercadorias não vendidas e em bens, especialmente, veículos, que depreciam muito rápido.

Apesar de ser muito comum encarar como investimento a aquisição desses bens, ela cria restrições para o crescimento da empresa ao imobilizar todo esse capital.

Obviamente, não é possível se desfazer de todo o patrimônio da organização sem ter alternativas. Até porque, isso pode ocasionar novas restrições, como no caso da mobilidade.

A mobilidade como restrição: quais são as alternativas?

A propriedade de uma frota corporativa, por mais necessários que os veículos sejam para as atividades da empresa, leva à criação de diversas restrições para o crescimento da geração de lucro.

Primeiramente, causa a já comentada imobilização de capital, que torna indisponível uma grande quantia que poderia ser investida para a melhora do processo produtivo e aumento do ganho da empresa. Ou utilizada como fluxo de caixa para financiar compras de matérias-primas e ações de marketing, por exemplo.

Ainda, a frota necessita de uma equipe de gestão dedicada, o que compromete parte dos recursos humanos da empresa. Além disso, há todo o custo de propriedade como manutenções, seguros, impostos, ociosidade e depreciação.

No entanto, ficar sem os veículos traz outras restrições como a falta de praticidade e o custo elevado com táxis ou aplicativos de transporte.

Assim, para resolver essas restrições, muitas organizações estão buscando o aluguel de veículos. Nesse cenário, a Localiza Hertz oferece diversas soluções corporativas que se encaixam no tamanho e nas necessidades de cada empresa, reduzindo os custos de mobilidade a despesas racionalizadas.

Dessa forma, é possível liberar o capital, direcionar a equipe para as atividades-fim e, ainda, ter a eficiência de uma frota corporativa exclusiva.

Como vimos, a Teoria das Restrições, ou TOC, é uma filosofia de administração que visa melhorar a lucratividade da empresa focando na resolução de seus gargalos produtivos. Uma das formas é viabilizando o capital parado em forma de bens, incluindo a frota própria, que pode ser substituída por uma alternativa mais eficiente como o aluguel de veículos.

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