No setor da construção civil, fazer visitas técnicas e vistorias em lotes, canteiros de obra e edifícios, nas mais variadas localidades, é algo comum e necessário. No entanto, elas exigem deslocamentos periódicos, com variação de distâncias e de tempo de permanência dos colaboradores.

Assim, representam um desafio econômico e de planejamento para os escritórios de engenharia ou de arquitetura que, além de suas atividades-fim, precisam se preocupar em organizar e gerenciar viagens corporativas. Como, então, torná-las mais econômicas para a empresa, sem deixar de atender nenhuma necessidade das obras e serviços sob sua responsabilidade?

Para isso, será preciso falarmos um pouco sobre visitas técnicas e vistorias, o que são e por que são importantes, para podermos encontrar as soluções ideais. Não deixe de ler!

Qual a diferença entre visita técnica e vistoria?

O acompanhamento das obras pelos engenheiros, arquitetos e outros profissionais responsáveis é essencial para que as especificações dos projetos sejam seguidas e que quaisquer falhas sejam sanadas o mais cedo possível. Por isso, são importantes as visitas técnicas e as vistorias.

O que diferencia, então, essas duas modalidades? Em quais momentos da obra elas se aplicam?

A verdade é que os termos podem se confundir em alguns aspectos. Mas há, sim, diferenças entre eles, que acabam por influenciar na gestão das idas ao canteiro de obras, exigindo estratégias diferentes para reduzir custos e melhorar a produtividade da equipe.

Abaixo, definiremos melhor cada um desses serviços, de acordo com as descrições de órgãos representativos do setor.

Visita técnica

A visita técnica se caracteriza por ser um termo abrangente, que define qualquer tipo de incursão de pessoal técnico ao canteiro, em qualquer das fases da obra. É muito utilizada no ensino de cursos superiores e técnicos do setor, bem como por órgãos de fiscalização.

Já para os escritórios e profissionais responsáveis, o IMEC (Instituto Mineiro de Engenharia Civil), no item 12 de sua Tabela de Edificações, descreve o serviço como uma “visita à obra para inspeção, resolução de pendências, orientação, especificação de serviços e materiais, levantamentos, liberação de concretagens, aceitação de serviços etc”.

As visitas técnicas, portanto, devem fazer parte do andamento de um empreendimento. Por isso, os gestores dos escritórios de engenharia ou arquitetura precisam fazer um planejamento mais completo para cumpri-las, já que podem exigir viagens mais longas e frequentes.

Vistoria

Segundo o glossário constante no Anexo I da Resolução nº 1.073/2006 do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), a vistoria é definida como a “atividade que envolve a constatação de um fato, mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem, sem a indagação das causas que o motivaram”.

Essa descrição é praticamente a mesma da adotada pelo CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil), em sua Resolução nº 21.

Dessa forma, a vistoria é o serviço de elaboração de um relatório, após análise técnica, que descreva detalhadamente o estado de uma obra, edificação ou algo específico que tenha sido solicitado ao profissional, sem se preocupar em explicá-lo.

Ou seja, a visita técnica se diferencia por sua abrangência e possibilidades, sendo que a vistoria é um serviço específico. Portanto, se sua empresa for contratada apenas para uma vistoria, a ida até o canteiro de obras, provavelmente, será mais rápida e pontual.

Porém, se o contrato for feito para realizar o acompanhamento do empreendimento em visitas técnicas variadas, serão necessárias idas periódicas até o local. No caso de viagens, elas possivelmente serão mais longas, necessitando de estadia do profissional na região, além de transporte disponível.

Tanto as vistorias como as visitas técnicas são importantíssimas para a segurança e o bom andamento de qualquer empreendimento.

Por que elas são importantes?

As visitas técnicas e as vistorias são necessárias em todas as etapas da obra, desde seu projeto até sua entrega. Por isso, os gestores de escritórios de engenharia ou arquitetura precisam colocá-las em seu planejamento de negócios, considerando os custos dos deslocamentos e a disponibilidade do transporte para quando ele for requisitado.

Quando a empresa estiver envolvida em um empreendimento, precisará enviar seus colaboradores ao canteiro de obras para diversas funções. E, em muitos casos, as visitas técnicas não podem esperar, pois são necessárias para o cumprimento dos prazos do projeto, por exemplo.

Garanta os deslocamentos dos profissionais

É interessante para seu escritório garantir os deslocamentos dos profissionais responsáveis pelas visitas, tanto para uma comodidade maior para seus colaboradores como para um melhor controle de custos e horários.

Nesse sentido, o ideal é utilizar alternativas de transporte que reduzam custos e não exijam grandes investimentos, mas que, ao mesmo tempo, supram as necessidades dos serviços.

Ou seja, devem oferecer boa disponibilidade, liberdade no uso e agilidade para fazer as visitas, independentemente da sazonalidade ou do local das obras e da quantidade de incursões necessárias.

Por tal razão, o aluguel de carro para empresa se mostra o mais adequado. Além das centenas de opções de carros para melhor atender às necessidades da sua empresa, a equipe fica com o veículo à disposição para os deslocamentos necessários. Diferentemente do táxi, sua empresa não terá dificuldade para gerir os custos, nem aumento dos gastos de acordo com a quantidade de trajetos realizados. Com o carro alugado, a equipe roda à vontade e sua empresa só paga pelas diárias contratadas.  

Como reduzir custos com viagens corporativas?

Ao longo deste artigo vimos, por diversas vezes, que as visitas técnicas e vistorias fazem parte do cotidiano de qualquer escritório de engenharia ou arquitetura. Por conta disso, as viagens até os canteiros das obras representam uma parcela significativa dos custos do projeto.

Portanto, tornar as viagens corporativas mais eficientes é importante para aumentar a lucratividade e a produtividade da empresa. Veja algumas atitudes que os gestores podem tomar para reduzir suas despesas ao enviar colaboradores em visitas técnicas e vistorias.

Faça o planejamento das viagens

Planejar as viagens significa prever todas as necessidades que os profissionais terão no trajeto e na execução do serviço, estudar a região e definir datas e prazos. Dessa forma, será possível conseguir preços mais baratos com a reserva antecipada de voos e de hospedagens, por exemplo.

Além disso, é importante reservar um veículo alugado para que seus colaboradores o retirem no local, dando-lhes maior autonomia em seus deslocamentos. Ao mesmo tempo, as diárias, ou mesmo as quilometragens em um aluguel, saem mais baratas do que a somatória de gastos com táxis usados para cada movimentação.

Se a viagem for rodoviária, alugar um carro para ser compartilhado por dois ou mais profissionais, planejando um roteiro para cobrir as visitas técnicas e vistorias em uma determinada região, é a melhor opção para reduzir os custos com transporte e facilitar o planejamento da rota.

Analise a rota até o canteiro

A análise da rota até o canteiro permite que a empresa estude o melhor caminho traçado e os melhores horários para chegar até o local. Assim, é possível evitar engarrafamentos e trechos com problemas na via, com muitos aclives ou cruzamentos.

No caso de uma viagem, também é interessante para calcular pedágios e escolher as rotas mais econômicas, além de planejar paradas para descanso.

Outro ponto importante a se analisar é o tipo de via a ser percorrida. Saber se o trajeto é, em sua maior parte, urbano ou se tem longos trechos em rodovias serve para escolher a categoria de carro mais eficiente para percorrê-lo, reduzindo o consumo de combustível e melhorando o conforto dos colaboradores.

Também deve ser observado se há trechos em vias não-asfaltadas e quais são suas condições de tráfego, que podem requerer veículos especiais, como um 4×4, também disponível para locação.

Essas informações foram úteis? Quer outras dicas para melhorar a gestão do seu escritório? Então, aproveite para conhecer outras quatro maneiras de reduzir custos corporativos!

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